Argumento
Tratar disputa narrativa como anomalia é equívoco analítico. Sociedades plurais sempre conviveram com versões concorrentes. A novidade contemporânea é a compressão temporal e a horizontalização dos canais.
Instituições que mantêm modelo comunicacional do século XX — emissor monolítico, ciclo lento, controle de canal — operam com desvantagem estrutural. Adaptação não é abdicar de método; é redesenhar método à velocidade do ambiente.
Conclusões
- Disputa narrativa é condição estrutural — não patologia a eliminar.
- A diferença contemporânea é velocidade e horizontalização, não pluralismo.
- Instituições precisam adaptar método à nova velocidade.